Por onde começar, se não existe um começo?
Os sentimentos diários e extremos que invadem a minha alma, me fazem sentir esquisita e ao mesmo tempo indecifrável. Era mais uma madrugada solitária, cheia de pensamentos também solitários porém atônitos. É que na verdade a linha tênue que une o que chamo de "puro" e o que chamo de "doloroso" sempre corrompeu o meu mais profundo eu. Um eu solitário, vazio e triste. De fato acabei percebendo que sempre procuro maneiras de não me magoar, que alguém não me magoe, que aquilo não seja ofensivo a mim, e que eu, de alguma forma esteja sempre em uma zona intocável. Sentimentalmente falando, claro. Procuro um sentido inexistente em todos os atos alheios, e como boa preservadora que sou, algo que sempre me favoreça. Percebi também que se tudo isso fora verdade, eu seria então uma pessoa egoísta. Mas por Deus, eu não sou! Me preocupo com os outros, e tento ao máximo preservá-los também dos meus crimes sentimentais que já cometi e ainda cometo. E pra ser categórica, percebi também que até em matéria de escrever, eu acabo por vezes sendo egoísta. Escrevo o que me favorece. Então será assim? Não serei capaz de adquirir humildade necessária para admitir minhas derrotas pessoais? Perder é tão simples quanto ganhar. E não se ganha todo dia e não se perde todo dia. Tudo o que aconteceu hoje, já aconteceu anteriormente e poderá acontecer novamente. Acho que meu medo é ser a única, medo de que tudo que acontece comigo seja único e meio ridículo. Quão dolorosa é a sina de pensar assim, quantas maneiras de inventar saídas para o que simplesmente era apenas aceitar as derrotas sem brigar. É porque eu também não sei amar. Obviamente penso que amo e isso se transforma no que eu quero, e o que eu quero na verdade eu ainda não sei. Porque não se pode amar o que não sabe e nem compreender o incompreensível. É assim: - Eu aceito! Eu perdi! Eu não te culpo pelos meus fracassos e nem te culpo por não me amar. Certa vez eu também não consegui amar quem me amava e isso não doeu. Não dói em você, e eu não posso fazer doer. E muito menos querer que doa. É seu, é meu, é nosso. Nosso modo de buscar sustentações nessa imensidão de sentimentos que vivem em conflito mutuo. Eu te deixo ir, você me deixa ir. E por mais que doa, sabemos que só doi por um tempo.
Luíza G. Zacarias
sábado, 29 de junho de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Conforme planejado,
não aconteceu.
Às vezes penso que o domingo seja o 'quem sou eu?' da semana. Tudo aquilo que não pensei durante toda semana começa a martelar a minha mente abstrata. Inclusive pensei no título desse texto sem conseguir organizar os pensamentos em uma fila indiana. Primeiro você, depois você, agora você... Chega, não dá. Penso em tantas coisas ao mesmo tempo, que se eu não paro pra anotar perco o contexto das coisas, fica tudo meio desconexo assim como eu sou. Mas tudo bem, que seja!
Estava pensando justamente hoje, domingo, que andei mudando bruscamente a maneira de expor o que sinto em alguns aspectos. E estou falando justamente do amor, que me deixa ligada nos 220 v, mas também me faz sentir um zero, a esquerda claro. Constantes extremos involuntários.
Eu sinto, mas ajo totalmente diferente daquilo que desejo. E você nunca vai saber o que me conforta de fato. Os detalhes minuciosos que eu observo e faço e você não percebe, são a minha válvula de escape. Eu posso contar os dias que a gente não se fala, os minutos e segundos também, e se você me procurar ajo como se não estivesse se importando com isso. Você nunca vai saber quantas vezes esperei suas mensagens depois de um encontro, e você não mandou, e eu então, agi como se não quisesse receber. Você nunca vai saber que eu quase chorava quando você se despedia e não olhava pra trás, eu preferia fingir que não estava sentindo sua despedida e muito menos o fato da sua ausência ser totalmente insuportável nem que seja por segundos. Toda a indiferença que você transmitia corrompia o meu corpo e a dor era insuportável. Porém, eu me passava por indiferente também. Quantos sonhos para o dia D, que você apareceria aqui me amando como ninguém amou, e seriamos felizes para sempre. Isso também você nunca saberá. Sabe por quê? Porque quem já se deu muito, e tem medo de se dar novamente. A possibilidade de não ser correspondida é uma cicatriz pra quem a conhece. Não dá pra se entregar tanto ao acaso e correr o risco de ser torturada novamente. Certas dores ferem tanto, que é impossível voltar a ser como antes. Então eu preservo, enquanto eu não alcanço a divindade para precisar de retribuição pelos sentimentos doados, pelo amor que corre o risco de ser jogado no lixo, pelo beijo que pode ser trocado por outros tantos por aí.
Mas quem sabe o acaso apareça com aquele presente embrulhado em um enorme papel dourado com fitas rosa, e entregue em minhas mãos, você do jeito que eu sempre planejei. Aí então, eu poderei te mostrar tudo isso que escondi, e você perceberá enfim que eu nunca menti quando disse que te amava. Olha pra mim agora, me deixa te falar tudo que sonhei pra nós e enquanto você não demonstrava o mínimo interesse. Abraça-me como se fosse a última coisa que você pudesse fazer, beije-me os lábios e não pense mais em nada, usufrua a minha presença diária, e a valorize se souber o que é isso. Ame minha família e meus amigos. Se não der, respeite. Sonhe acordado com os nossos beijos, e encontros. Diga tudo que eu sempre quis ouvir.
Caso não consiga fazer nada disso, apenas saía e encoste a porta. Quando eu puder sair do meu castelo encantado, eu procuro novamente lá na frente tudo aquilo que você não conseguiu. Porque chorar pode até ser inevitável, mas morrer de amor nunca será fatal.
Às vezes penso que o domingo seja o 'quem sou eu?' da semana. Tudo aquilo que não pensei durante toda semana começa a martelar a minha mente abstrata. Inclusive pensei no título desse texto sem conseguir organizar os pensamentos em uma fila indiana. Primeiro você, depois você, agora você... Chega, não dá. Penso em tantas coisas ao mesmo tempo, que se eu não paro pra anotar perco o contexto das coisas, fica tudo meio desconexo assim como eu sou. Mas tudo bem, que seja!
Estava pensando justamente hoje, domingo, que andei mudando bruscamente a maneira de expor o que sinto em alguns aspectos. E estou falando justamente do amor, que me deixa ligada nos 220 v, mas também me faz sentir um zero, a esquerda claro. Constantes extremos involuntários.
Eu sinto, mas ajo totalmente diferente daquilo que desejo. E você nunca vai saber o que me conforta de fato. Os detalhes minuciosos que eu observo e faço e você não percebe, são a minha válvula de escape. Eu posso contar os dias que a gente não se fala, os minutos e segundos também, e se você me procurar ajo como se não estivesse se importando com isso. Você nunca vai saber quantas vezes esperei suas mensagens depois de um encontro, e você não mandou, e eu então, agi como se não quisesse receber. Você nunca vai saber que eu quase chorava quando você se despedia e não olhava pra trás, eu preferia fingir que não estava sentindo sua despedida e muito menos o fato da sua ausência ser totalmente insuportável nem que seja por segundos. Toda a indiferença que você transmitia corrompia o meu corpo e a dor era insuportável. Porém, eu me passava por indiferente também. Quantos sonhos para o dia D, que você apareceria aqui me amando como ninguém amou, e seriamos felizes para sempre. Isso também você nunca saberá. Sabe por quê? Porque quem já se deu muito, e tem medo de se dar novamente. A possibilidade de não ser correspondida é uma cicatriz pra quem a conhece. Não dá pra se entregar tanto ao acaso e correr o risco de ser torturada novamente. Certas dores ferem tanto, que é impossível voltar a ser como antes. Então eu preservo, enquanto eu não alcanço a divindade para precisar de retribuição pelos sentimentos doados, pelo amor que corre o risco de ser jogado no lixo, pelo beijo que pode ser trocado por outros tantos por aí.
Mas quem sabe o acaso apareça com aquele presente embrulhado em um enorme papel dourado com fitas rosa, e entregue em minhas mãos, você do jeito que eu sempre planejei. Aí então, eu poderei te mostrar tudo isso que escondi, e você perceberá enfim que eu nunca menti quando disse que te amava. Olha pra mim agora, me deixa te falar tudo que sonhei pra nós e enquanto você não demonstrava o mínimo interesse. Abraça-me como se fosse a última coisa que você pudesse fazer, beije-me os lábios e não pense mais em nada, usufrua a minha presença diária, e a valorize se souber o que é isso. Ame minha família e meus amigos. Se não der, respeite. Sonhe acordado com os nossos beijos, e encontros. Diga tudo que eu sempre quis ouvir.
Caso não consiga fazer nada disso, apenas saía e encoste a porta. Quando eu puder sair do meu castelo encantado, eu procuro novamente lá na frente tudo aquilo que você não conseguiu. Porque chorar pode até ser inevitável, mas morrer de amor nunca será fatal.
Luíza Zacarias
segunda-feira, 25 de março de 2013
Mãe,
Os dias não passam, as horas são eternas e o tic tac do relógio além de ser extremamente irritante, parece lembrar a sua ausência a cada segundo que passa. O mundo ficou cinza. E o pior, um cinza constante. O mundo não tem a mesma graça, e Deus na sua infinita bondade está tentando me mostrar algo que ainda não entendi. E sendo bem sincera, não sei se um dia vou entender. O que será que Ele está querendo me lembrar? O que será que Ele está querendo me provar? Lá vem, mais uma das minhas inúmeras perguntas sem resposta. Ando me acostumando com isso.
Será que era preciso explicar pra ele, que poderia fazer o que quisesse de mim... Mas você? Você não! Você é aquela pessoa que nunca deverá sair do meu lado. Não existe eu sem você, literalmente falando. Estar sem você, é um insulto as minhas crenças.
Quando eu era criança, digo no sentido de ter pouca idade (porque eu ainda não cresci). Você me ensinou o que é ser uma pessoa. Sim, porque naquela idade a minha personalidade era moldável e eu precisava como ainda preciso, de referencias para seguir. O convívio humano é perturbante. Vivo em constante sintonia com aqueles que me cercam, e como não se influenciar? Hoje eu diria: Ninguém é influenciável. Apenas agimos de acordo com as nossas vontades. Porém, estou falando de mim. Comparar eu com os outros é uma atitude irracional. Continuei... e você estava lá. Atenta a todas as minhas palavras e ao meu crescimento. Você me ensinou a buscar ser uma pessoa melhor. Me ensinou o que é amar, o que é perdoar e ajudar sem atrapalhar. Porque se o o contrário acontecer, a minha presença torna-se perfeitamente dispensável.
E agora? O que fazer com os dias que parecem anos? Sabe mãe, você sempre pensou que eu não ouvia seus conselhos, mas cada palavra sua soa mais alto que essas baterias de escolas de samba. Você não imagina! Quem vai mandar eu desligar o computador ou então largar o celular porque já está tarde? Quem vai me chamar de ‘gata’ quando eu estiver completamente irritada e assim, conseguir arrancar o meu sorriso e fazer a raiva passar? Quem vai me criticar na frente dos meus amigos e me deixar constrangida? É, você é professora nesse assunto! Ou então, falar que eu faço muito café e não tomo nada, e isso é um grande desperdício.
Ah mãe, nunca valorizei as coisas depois que as perdia. Você não me ensinou isso.
Você me ensinou antes, muito antes, a valorizar o que eu tenho. Simples.
Se eu tento ser forte, se eu tempo suportar a sua ausência, eu devo tudo isso a você. Devo a você a busca de ser uma pessoa melhor, devo a você o fato de aprender a assumir minhas responsabilidades, devo a você um sorriso a um estranho na rua, porque você me ensinou que ser cordial com os meus semelhantes é primordial pra minha vida. E eu gostei. Devo a você, o meu olhar amoroso a uma planta, a um animal, porque assim como eu, eles se machucam, sentem dor e precisam de carinho também.
Aprendi tudo isso, e ainda falta muito... O que talvez você não saiba, é que a única coisa que não vou aprender, é seguir a vida sem você.
Vem cá, deixa eu chorar no seu ombro de novo, quando mais uma vez o meu drama aparecer. Manda eu tirar aquela mesma música que você não agüenta mais ouvir. Fala que eu preciso emagrecer porque ando comendo demais. Mas fala! Fala qualquer coisa que faça eu ao menos escutar sua voz. Pode brigar comigo também, eu me importo.
Mas se não quiser falar, apenas esteja aqui comigo. A sua presença é o suficiente para o sol voltar a aparecer e dias se tornarem coloridos. E se meus olhos se encherem de lagrimas e eu não conseguir falar, apenas me entenda. Não estou mais em orbita, ando vagando no espaço, e espero que a gravidade volte apenas quando você já estiver lá em casa, me esperando.
Luíza Zacarias
Os dias não passam, as horas são eternas e o tic tac do relógio além de ser extremamente irritante, parece lembrar a sua ausência a cada segundo que passa. O mundo ficou cinza. E o pior, um cinza constante. O mundo não tem a mesma graça, e Deus na sua infinita bondade está tentando me mostrar algo que ainda não entendi. E sendo bem sincera, não sei se um dia vou entender. O que será que Ele está querendo me lembrar? O que será que Ele está querendo me provar? Lá vem, mais uma das minhas inúmeras perguntas sem resposta. Ando me acostumando com isso.
Será que era preciso explicar pra ele, que poderia fazer o que quisesse de mim... Mas você? Você não! Você é aquela pessoa que nunca deverá sair do meu lado. Não existe eu sem você, literalmente falando. Estar sem você, é um insulto as minhas crenças.
Quando eu era criança, digo no sentido de ter pouca idade (porque eu ainda não cresci). Você me ensinou o que é ser uma pessoa. Sim, porque naquela idade a minha personalidade era moldável e eu precisava como ainda preciso, de referencias para seguir. O convívio humano é perturbante. Vivo em constante sintonia com aqueles que me cercam, e como não se influenciar? Hoje eu diria: Ninguém é influenciável. Apenas agimos de acordo com as nossas vontades. Porém, estou falando de mim. Comparar eu com os outros é uma atitude irracional. Continuei... e você estava lá. Atenta a todas as minhas palavras e ao meu crescimento. Você me ensinou a buscar ser uma pessoa melhor. Me ensinou o que é amar, o que é perdoar e ajudar sem atrapalhar. Porque se o o contrário acontecer, a minha presença torna-se perfeitamente dispensável.
E agora? O que fazer com os dias que parecem anos? Sabe mãe, você sempre pensou que eu não ouvia seus conselhos, mas cada palavra sua soa mais alto que essas baterias de escolas de samba. Você não imagina! Quem vai mandar eu desligar o computador ou então largar o celular porque já está tarde? Quem vai me chamar de ‘gata’ quando eu estiver completamente irritada e assim, conseguir arrancar o meu sorriso e fazer a raiva passar? Quem vai me criticar na frente dos meus amigos e me deixar constrangida? É, você é professora nesse assunto! Ou então, falar que eu faço muito café e não tomo nada, e isso é um grande desperdício.
Ah mãe, nunca valorizei as coisas depois que as perdia. Você não me ensinou isso.
Você me ensinou antes, muito antes, a valorizar o que eu tenho. Simples.
Se eu tento ser forte, se eu tempo suportar a sua ausência, eu devo tudo isso a você. Devo a você a busca de ser uma pessoa melhor, devo a você o fato de aprender a assumir minhas responsabilidades, devo a você um sorriso a um estranho na rua, porque você me ensinou que ser cordial com os meus semelhantes é primordial pra minha vida. E eu gostei. Devo a você, o meu olhar amoroso a uma planta, a um animal, porque assim como eu, eles se machucam, sentem dor e precisam de carinho também.
Aprendi tudo isso, e ainda falta muito... O que talvez você não saiba, é que a única coisa que não vou aprender, é seguir a vida sem você.
Vem cá, deixa eu chorar no seu ombro de novo, quando mais uma vez o meu drama aparecer. Manda eu tirar aquela mesma música que você não agüenta mais ouvir. Fala que eu preciso emagrecer porque ando comendo demais. Mas fala! Fala qualquer coisa que faça eu ao menos escutar sua voz. Pode brigar comigo também, eu me importo.
Mas se não quiser falar, apenas esteja aqui comigo. A sua presença é o suficiente para o sol voltar a aparecer e dias se tornarem coloridos. E se meus olhos se encherem de lagrimas e eu não conseguir falar, apenas me entenda. Não estou mais em orbita, ando vagando no espaço, e espero que a gravidade volte apenas quando você já estiver lá em casa, me esperando.
Luíza Zacarias
O tal desamor.
Assumir que não é pra ser. Mais uma daquelas tarefas que não são fáceis de cumprir. Perder um emprego, não passar no vestibular, perder aquela blusa que você mais gosta (que seja); não... não é fácil. Perder um amor? Ou então simplesmente aceitar que não é pra você? Piorou! NÃO ACEITO, disse ela. Sim, e ela disse. Disse a si mesma. Proposital? Não, na verdade é nas suas profundezas que ela não aceita. Não aceita que os sinais significam um enorme “NÃO”. Então eu não sei lidar com o não? Pode ser, ou talvez não. Ok, mas se eu me apaixonei um motivo tem. Não é isso? Aquela teoria que diz que nada acontece por acaso? Não é possível que o acaso quisesse brincar com os meus sentimentos, não ele. Era um dia comum, como qualquer outro. Até que ‘aquela’ pessoa surgiu nos meus dias, e desde então nada foi a mesma coisa. Sinceramente, eu sei que não é pra ser, não que eu não queria que fosse; eu quero. Mas não depende de mim. E amar às vezes dói. Dói muito. E dói mais no meu orgulho admitir que eu, de alguma forma, escolhi alguém errado. Errado pra mim entende? Se a construção das coisas depende das minhas escolhas, acho que temos problemas. De novo? Tudo de novo? Não posso imaginar que ando escolhendo errado, e o pior, ando amando errado.
Tai, estou tentando me controlar, tentando arrumar teorias, tentando descobrir o que devo fazer quando o amor aparece. Mas não é fácil, ele não pede licença ao entrar e bagunça tudo que foi arrumado anteriormente. E mesmo que eu brigue com ele, ele me escuta. Sabe amor, eu queria que você entendesse os meus sentimentos, e a dor que sinto ao necessitar admitir que nada do que sonhei aconteceu. Quem sabe assim, mesmo de longe, na próxima você acerta os pontos e faça com que aquele conto de fadas tão sonhado se torne então verdadeiro.
Enquanto isso eu vou me consertando novamente. Arrumando os destroços do furacão que passou, e vou me reerguendo. E você pense bem! Sem amor eu não vivo, mas com a dor... Ah, eu não posso conviver. É intolerável.
Luíza Gonçalves Zacarias
Assumir que não é pra ser. Mais uma daquelas tarefas que não são fáceis de cumprir. Perder um emprego, não passar no vestibular, perder aquela blusa que você mais gosta (que seja); não... não é fácil. Perder um amor? Ou então simplesmente aceitar que não é pra você? Piorou! NÃO ACEITO, disse ela. Sim, e ela disse. Disse a si mesma. Proposital? Não, na verdade é nas suas profundezas que ela não aceita. Não aceita que os sinais significam um enorme “NÃO”. Então eu não sei lidar com o não? Pode ser, ou talvez não. Ok, mas se eu me apaixonei um motivo tem. Não é isso? Aquela teoria que diz que nada acontece por acaso? Não é possível que o acaso quisesse brincar com os meus sentimentos, não ele. Era um dia comum, como qualquer outro. Até que ‘aquela’ pessoa surgiu nos meus dias, e desde então nada foi a mesma coisa. Sinceramente, eu sei que não é pra ser, não que eu não queria que fosse; eu quero. Mas não depende de mim. E amar às vezes dói. Dói muito. E dói mais no meu orgulho admitir que eu, de alguma forma, escolhi alguém errado. Errado pra mim entende? Se a construção das coisas depende das minhas escolhas, acho que temos problemas. De novo? Tudo de novo? Não posso imaginar que ando escolhendo errado, e o pior, ando amando errado.
Tai, estou tentando me controlar, tentando arrumar teorias, tentando descobrir o que devo fazer quando o amor aparece. Mas não é fácil, ele não pede licença ao entrar e bagunça tudo que foi arrumado anteriormente. E mesmo que eu brigue com ele, ele me escuta. Sabe amor, eu queria que você entendesse os meus sentimentos, e a dor que sinto ao necessitar admitir que nada do que sonhei aconteceu. Quem sabe assim, mesmo de longe, na próxima você acerta os pontos e faça com que aquele conto de fadas tão sonhado se torne então verdadeiro.
Enquanto isso eu vou me consertando novamente. Arrumando os destroços do furacão que passou, e vou me reerguendo. E você pense bem! Sem amor eu não vivo, mas com a dor... Ah, eu não posso conviver. É intolerável.
Luíza Gonçalves Zacarias
sábado, 23 de março de 2013
Aquilo que não sei explicar.
Me expresso melhor escrevendo do que falando com as pessoas.
É uma briga interna e constante. Entre o que sinto e a
maneira pela qual explico isso.
E por mais que eu seja clara e objetiva, sinto que as
pessoas ainda assim não conseguem compreender a profundidade dos sentimentos
dicertados. Óbvio, elas não podem me entender ao ponto de ser eu.
Luíza Zacarias
Talvez você não saiba, mas dizer “não fique triste, você é
linda!” não é argumento plausível para me animar. Em nada. E não adianta pensar que é falsa modéstia, ou
então levar para o lado da psicologia que tem suas teorias sobre auto-estima. O
verdadeiro fundamento foge desses contextos aleatórios que rolam por aí. É
basicamente assim: Quando eu desabafar sobre algo, me dê explicações palpáveis,
se for o caso fale até que não tem jeito. Mas não tente me animar palavras
arenosas, sabe como é areia movediça, né? Não dá pra construir castelos, acaba
desabando.
Luíza Zacarias
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